Projeto social terá R$ 1,2 mi para auxiliar famílias do lixão

6 11 2010

ONG recebe R$ 1,2 mi para obra no Lixão (clique para ver o .pdf)

Considerações

Nunca antes eu havia comentado aqui como foi fazer essa ou aquela matéria. Porém acredito que a partir da experiência que tive no Lixão de Campo Grande acredito que é válido expor algumas coisas que não estavam na matéria, são pontos de vista pessoais.

Eu nunca havia entrado em um lixão, na verdade imaginava que uma cidade, capital de Estado, teria no mínimo um aterro sanitário. Estava enganado. Campo Grande possuí um Lixão! E um enorme lixão. De carro leva-se 15 minutos para ir de uma ponta a outra em meio às montanhas de lixo.

E do alto das montanhas de lixo é possível ver as pessoas que vivem daquilo que jogamos no lixo. Na maioria são homens adultos. Mas há também muitas mulheres, algumas já com idade avançada adolescentes e algumas crianças que acompanham os pais.

Porém, o mais preocupante foi ver crianças e adolescentes que começam frenquentar o Lixão por não terem onde ficar enquanto os pais “trabalham” e os acompanham até lá. No início, pelo menos com as que pude conversar, alegam que vão para brincar. E é verdade, brincam! Procuram brinquedos e encontram. Porém passados alguns dias elas começam a trabalhar para batalhar algum dinheiro e reforçar o orçamento da casa.

Na entrada do lixão há apenas uma placa que havia ser proibido a presença de crianças e adolescentes por lá. O que não se vê lá dentro.

Também visitei os barracos onde algumas dessas pessoas vivem, ou tentam viver. Não há luz, não há água, não há banheiro. Não há vida. Apenas olhares perdidos e sedentos por um pouco de esperança. E nos últimos dias o número de barracos aumentou com a promessa da prefeitura de retirar os moradores de lá e os colocarem em casas do programa “Minha Casa Minha Vida”. Não é difícil encontrar relatos de pessoas que foram para lá no intuito de ganhar uma casa do governo.

E a prefeitura ainda diz que não há favelas em Campo Grande. De Grande mesmo só a hipocrisia e os olhos fechados desse governo que não quer ver aquilo que fede, e muito, nessa cidade. E não é modo de dizer, o cheio do Lixão pode ser sentido a quilometros de distância.





Mapa de acesso – Ribeirão Preto 2008

7 11 2008

Inspirado pelo projeto “Mapa de Acesso” da Abraji, o Professor Luis Carlos Eblak propôs para a minha turma da faculdade fazer o mesmo em Ribeirão Preto.

Vou começar pelo fim e já adiantar o resultado da pesquisa: Nenhum dos órgãos consultados; Executivo (prefeitura, algumas secretarias e autarquias) e Legislativo (Câmara Municipal). Nenhum dos órgãos procurados por nós forneceu as informações requisitadas, revelando ausência de transparência nos órgãos municipais de Ribeirão Preto.

Pedimos dados que são públicos: salários e complementações de prefeito, secretários, vereadores e chefes de gabinete no legislativo; lista de funcionários beneficiados por verba de representação (gasolina, viagens) e valor gasto com esse tipo de despesa nos últimos quatro anos.

A turma foi divida em grupos, e eu fiquei responsável por coordenar o grupo que pediu informações para a Camâra Municipal.

BAIXE AQUI O RELATÓRIO “MAPA DE ACESSO RIBEIRÃO PRETO 2008″





Os intocáveis

16 05 2008

 

A ultima decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proíbe a PF de indiciar autoridades com foro privilegiado é o sinal que estamos regredindo no processo democrático, e voltando à ditadura. Relembrando do AI-5, perdemos naquela época todos os nossos direitos de defesa. E agora ignoramos os nossos direitos, afinal estamos “cansadinhos”. Essa decisão do STF torna bem evidente a intenção dos nossos políticos; roubar, roubar e roubar o nosso dinheiro sem serem punidos. Até onde sei, quem rouba, seja o que for, é ladrão, e quem cuida de ladrão é polícia. Não ministros ou outros engravatados. O que se vê hoje é a máxima do poder pelos poderosos. Uma ditadura legalizada. É a liberdade e o direito dos intocáveis do Brasil. Muitos dizem que o Brasil é a terra de ninguém. Mas o país tem dono, um dono relapso que não se importa com o que fazem com esse imóvel. O dono do país é o povo. No passado tivemos muitas lutas, histórias de pessoas que lutaram para tentar arrumar a casa.Mas perdemos o domínio de nosso lar. Depois de muito tempo vendo o tempo passar, a casa ruir e nada fazer. Os nossos políticos agora são os donos do país por usucapião. Enquanto esperamos passivamente por mudanças ao nosso favor. O que acontece é justamente o contrário. Cada vez mais se vê a política para beneficio próprio. Enquanto os antigos donos desses imóvel batem na porta pedindo esmola. Mas o que esperar de um país em que se proíbe a polícia de julgar e prender a pior espécie de ladrão que existe? Pelo menos de fome o país não morre, afinal saem pizzas quentinhas todos os dias de Brasília.

Publicado em Gazeta de Ribeirão (Ribeirão Preto/SP)








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