Ribeirão pede R$ 210 mi para rede de galerias

15 07 2009

Objetivo é ampliar obras para escoar águas da chuva; há 51 pontos críticos
Prefeitura diz que vai pedir verbas ao governo por meio do PAC; obra mais barata deve sair por R$ 200 mil, e a mais cara, por R$ 14 milhões

DOUGLAS SANTOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA RIBEIRÃO

A Prefeitura de Ribeirão mapeou 51 pontos em que as galerias pluviais são insuficientes para escoar águas de chuvas e deve apresentar ainda neste mês um projeto pedindo R$ 210 milhões do governo federal, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para ampliar a rede de captação. O objetivo é construir mais galerias nestes pontos, onde há muitas enxurradas.
De acordo com o secretário de Obras Públicas, Abranche Fuad Abdo, o problema existe porque a construção de galerias não acompanhou o crescimento da cidade. Segundo ele, como as galerias são insuficientes para escorrer toda a água, as cheias deterioram o asfalto e diminuem a vida útil das ruas e calçadas, o que atrapalha o fluxo de carros e pedestres. “Eu mesmo já fiquei preso no Jardim Canadá por conta de uma rua cheia de água”, disse o secretário.
Os 51 pontos ficam em bairros antigos, de acordo com a secretaria. Abdo afirmou que os bairros mais novos possuem projetos mais atualizados para captação de águas da chuva e, por isso, não são afetados.
O valor dos projetos varia de R$ 200 mil, previsto para a rua Francisco Tavares, no bairro Orestes Lopes de Camargo, a R$ 14,8 milhões, verba que será pedida para construção de galerias na rua Luiz Barreto, no bairro Campos Elíseos.
A bancária Josiane Souza Moreira, 23, que mora na Luiz Barreto, disse que, quando chove, a via fica intransitável. “Simplesmente inunda, não dá para passar.”
Os bairros onde é prioridade ampliar o número de galerias, segundo o secretário de Obras Públicas, são Vila Elisa, Recreio Anhanguera e Jardim Salgado Filho.
O mapeamento, segundo Abdo, foi feito a pedido da prefeita Dárcy Vera (DEM) -ela encomendou o estudo depois que foi a Brasília pedir verbas para projetos de macrodrenagem, com o objetivo de acelerar obras antienchente.

*FOLHA DE S. PAULO 14/07/2009





27 idosos se queixam de fraude no consignado

13 07 2009

Aposentados tiveram desconto na conta de empréstimos que não fizeram

Segundo a polícia, os empréstimos, que variam de R$ 2.000 a R$ 7.000, foram feitos em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília

Edson Silva/Folha Imagem

Ao lado do filho Douglas, Walther Gonçalves mostra extratos que provam extrato de parcelas

DOUGLAS SANTOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA RIBEIRÃO

Em três dias, 27 boletins de ocorrência foram registrados na delegacia de Itápolis por idosos que foram vítimas de fraude em empréstimos consignados. Todos afirmaram que tiveram valores debitados em suas contas de aposentadoria sem ter feito empréstimo.
De acordo com a polícia, os empréstimos, que variam de R$ 2.000 a R$ 7.000, foram feitos em junho em bancos de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Neste mês começaram a ser debitadas as parcelas.
As vítimas só perceberam o golpe ao sacar o benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) neste mês. “Fui ao banco receber a minha aposentaria e vi um débito de R$ 96 que eu desconhecia”, disse Walther Gonçalves, 71.
Ele só descobriu que era devedor do empréstimo depois de ir ao INSS questionar o débito. Gonçalves foi informado de que havia um empréstimo em seu nome de R$ 3.000 e outro de R$ 2.800, feitos em Belo Horizonte e em São Paulo, junto aos bancos BMG e Votorantim.
“Corremos e congelamos a conta da minha mãe para evitar problemas”, disse Douglas Gonçalves, filho de Walther.
Moacir Fermiano, 66, foi outra vítima. Ele percebeu um débito de R$ 96 no seu benefício e, ao questionar o INSS, foi informado do empréstimo consignado de R$ 3.000 feito em seu nome no BMG, para ser pago em 60 parcelas.
O INSS informou que vai investigar todos os casos à medida em que receber as denúncias das vítimas.
Paulo Pastore, presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB-SP, diz que as vítimas devem formalizar queixa no INSS, pedindo restituição do valor debitado na conta. Segundo ele, esse tipo de empréstimo tem que ser feito com a presença e assinatura do aposentado.
O BMG, alvo da maioria das acusações, diz que segue todas as normas de segurança e que não foi notificado oficialmente. Mesmo assim, pediu auditoria interna para investigar o caso.

***Hoje,  15/07/2009, o número já subiu para 190. E até o momento nem  polícia ou o INSS,  sabe como é feita a fraude.