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Ribeirão Subterrânea Maio 16, 2008

Posted by douglasdss in FOTOS, Textos.
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São mais de 4000 km de redes, galerias e tubulações subterrâneas em funcionamento na cidade. Dentro desse total estão redes de água e esgoto, galerias pluviais e até mesmo um gasoduto. Toda essa rede é controlada por um cadastro que muitas vezes não é confiável.
 
 
Até o final de 2007 eram 1453 km de rede de distribuição de água, 1321 km de rede de esgoto ativos na cidade sob a responsabilidade do DAERP (Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto). Não há um controle da quilometragem das galerias pluviais, estimasse por volta de 1500 km. A rota do gasoduto na cidade também já está nas centenas de quilômetros. Isso tudo sem contar as instalações subterrâneas de energia elétrica, telefonia e também as instalações que já foram desativadas.
Essas tubulações variam de 250 milímetros e podem chegar até 1,5 metro de diâmetro. Numa profundidade que varia de 1 metro até 7 metros. Por onde passa, o diâmetro e o que é cada instalação está num cadastro.
 
O cadastro

Para ser feita qualquer construção subterrânea na cidade é preciso buscar junto a secretaria do planejamento da cidade um cadastro das instalações já existentes. Porém esse cadastro não se mostra muito confiável, causando o rompimento de algumas redes. Esse cadastro reúne informações do DAERP, secretaria de obras e empresas que tenham algum tipo de instalação subterrânea.
De acordo com José Aníbal Laguna, assessor técnico da secretaria de obras da cidade o cadastro das instalações subterrâneas de Ribeirão Preto começou a ser feito somente em 1970. “O que havia de redes até o momento não havia nenhum registro, tentamos recuperar alguns projetos, mas não foi possível catalogar tudo”, disse Laguna que participou da instalação desse cadastro.
Somente após 1970 que começou a ser feito o cadastro de onde estão e por onde passam as redes subterrâneas da cidade, mesmo assim “é impossível ter um cadastro perfeito” disse Laguna. Que afirmou também que o cadastro existente está longe do ideal. De acordo com Serge Lagamba, engenheiro civil da secretaria de obras públicas e particulares de Ribeirão Preto, o cadastro de galerias pluviais, responsabilidade da secretaria de obras, é parcial.
Adalton Gilberto Santini, diretor técnico do DAERP, “estamos trabalhando para tornar o cadastro mais fiel a realidade”.
            E todos disseram que já há casos comuns na cidade de uma construção ou abertura para manutenção atingir uma rede subterrânea que não estava no cadastro.
            Há também aquelas redes que não constam no cadastro por serem muito antigas ou por já estarem desativadas.
            Lagamba diz que o engenheiro vai até o local da construção ou manutenção da rede para avaliar o local antes de uma perfuração, mas muitas vezes o acesso de serviço, aqueles tampões de ferro que ficam nas ruas, estão cobertos por um recapiamento. O que torna impossível precisar onde passa a rede, e até mesmo uma manutenção menos agressiva.
            O cadastro está em formato de AUTOCAD, um programa de computador. De acordo com Laguna há um projeto para atualização do cadastro e disponibiliza-lo na web.
 
            Construção, monitoramento e manutenção das redes
         Em geral não há monitoramento preventivo. No caso do DAERP a informação de alguma obstrução ou ruptura da rede só chega até o departamento através de reclamações de falta de água ou de vazamento de esgoto dos moradores. Depois para achar o local exato do entupimento ou ruptura “é como achar uma agulha num palheiro” disse Santini.
            Com as galerias pluviais também é assim, a diferença é que a manutenção ao invés de ser feita pela secretária de obras é executada pela secretaria de infra-estrutura.
            Quando é constatado algum tipo de entupimento na rede o primeiro passo é usar o jateamento, um jato de água de alta pressão, caso isso não resolva a solução é abrir o buraco e realizar o serviço.
            O DAERP possui um sistema que facilita a localização de entupimentos ou rupturas, chamado geofonagem. Esse método consegue medir a velocidade da água e aproximar o local onde está o problema. Até mesmo as válvulas reguladoras de pressão ajudam na localizam de pontos deficientes disse Santini “até o final do ano vamos implantar mais válvulas desse tipo na cidade”.
            Uma rede estourada ou entupida pode causar diversos tipos de dano, desde o prejuízo financeiro, até mesmo danos ao meio ambiente no caso de vazamento de esgoto ou até mesmo criar buracos nas ruas da cidade, disse Lagamba.
            O projeto de construção, por exemplo, do gasoduto é encaminhado primeiramente para a secretaria do planejamento que analisa o projeto. Nesse projeto deve constar a extensão da instalação e trajeto. Tendo isso em mãos é feita uma prospecção no cadastro e também no campo para que não haja perfuração de uma rede existente, informou Laguna.

Monitoramento 24h. Em outras cidades.
 
Enquanto Ribeirão Preto faz manutenção de suas redes apenas quando há reclamações de moradores algumas cidades do Mato Grosso do Sul possuem um sistema de monitoramento 24h.
            Sérgio Antônio Pacheco, técnico operacional da SANESUL (Empresa de Saneamento do Mato Grosso do Sul) as cidades de Dourados, Nova Andradina, Corumbá e Campo Grande utilizam um sistema de monitoramento de distribuição de água chamado EPANET.
            Esse sistema monitora as redes de água e a qualquer alteração na pressão da água um sinal é emitido até uma central. Além de monitorar a rede o programa calcula a pressão e vazão que são ideais a cada região da cidade.
            Essas cidades contam também com um monitoramento de telemetria que acompanha a distribuição e produção de água nesses municípios. O sinal é emitido via rádio do local do monitoramento que chega até uma central que analisa os dados.
            De acordo com Adalton Gilberto Santini, diretor técnico do DAERP o sistema de monitoramento por telemetria está em processo de aplicação na cidade e estará pronto até o final do ano. Assim como um sistema de monitoramento das redes de esgoto, que terá controle de vazão e pressão até o final do ano.

Matéria Publicada na Revista Informação (faculdades COC) 1ª edição de 2008 e Na Revista Expressão de Junho (especial aniversário de Ribeirão Preto)

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